Arranquei o que sobrava. Tudo que era inútil e que me fazia mal.
Incinerei, amassei, pisoteei, picotei e joguei fora.
Lancei fora, vomitei. Nada de sal de frutas, nada de remedinho de vó ou de chá de boldo.
Já dizia minha mãe: Tem que lançar fora mesmo.
Rasguei as paginas, apaguei os números, não sigo mais nem na rua, nem na lua e nem lá você sabe onde.
E assim, mais uma vez me liberto. Pronto para o novo, para o sorriso e para cantar.
Morrendo de rir de quem resolveu se aprisionar na mentira de si mesmo. Eu continuo escolhendo a verdade.
E ela me faz livre, me faz dormir em paz.
Meu sono é meu.
Minha verdade é minha.
Dona do meu sorriso.
