sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

palavras jogadas


e quando eu encontrar o alguém que more nesse peito meu, meus pensamentos vão rodar, as minhas pernas vão parar nesse desejo de ficar estacionado. sem noção do que irá me acontecer... só me entrego e assim vou viver
se acaso um dia eu lhe perder. sem ti por perto morrerei. e meus amores vão gritar e asminhas dores sintilar...
nesse tormendo, solidão. e nesse grito ilusão de que um dia tu retornarás
eu te espero...
eu te espero...

domingo, 27 de janeiro de 2013

espera

E foi escapando.
Passando por entre os dedos.
O tempo, o olhar, o sorriso. Um encontro inesperado.
Um abraço que me acolheu e depois escapou.
Um sorriso que me prendeu e depois fugiu.
E eu fiquei, esperando a volta.
Passei por outros braços, visitei outras bocas... mas aquela que me deixou, essa não saiu de mim.
Fico preso, esperando, oportunidades... silencios, abraços, encontros e sorrisos.
Fico esperando a boca que eu quis e que um dia ainda vai voltar.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A louca da alma


Todo dia cedo ela me visita, vem num carro descontrolado, bêbada, louca, instável. Bate em minha porta querendo entrar, grita, esperneia. Às vezes deixo, às vezes não.
                Se ela entra, me desconstrói. Sai procurando meus segredos, abre meus armários, minhas caixas, bagunça meus selos, minhas cartas e fotografias. Coloca-os todos para fora, sem administrar muito, apenas deixa que todos saibam de tudo; Bagunça meus sonhos, ri dos meus defeitos, pinta minha raiva, grita meu silêncio.
                Se não entra desiste, mas não pra sempre... Fica a cerca, só esperando uma oportunidade. Já eu, mantenho tudo irritantemente no controle: caixas, selos, sonhos, cartas. Todos guardadinhos, lacrados.
                Sem ela sou um chato. Só com ela, me descontrolo. Então ela se espalha em mim e dá um gostinho de si em tudo o que eu faço, ela pinta de cores quentes meus dias frios, salpica Cury e pimenta nas minhas sopas, meus pratos, meus lábios. Somos mistura um do outro.
                 Envermelha meu azul, amarela meu esverdeado. Cores que se completam.
                Um equilíbrio desequilibrado, ela e eu somos um. E ficamos assim, e assim me encontro. Eu e a louca da minha alma.