E por entre o cinza nublado de um dia comum, eu procuro um traço colorido. Uma agulha de aquarela no palheiro incolor.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Silencio
Silencio.
Deixa que esse beijo dure mais alguns segundos.
Deixa que essa mão acaricie, que esses dedos encontrem, deixa o arrepio gritar miudinho.
Deixa o lábio encontrar o cheiro do pescoço, a lingua passear por entre os ossos, respirações, mamilos.
Silencio!
Deixe que o abraço fale, que a palma no palpitar ressoe.
Falarão os poros, o bálsamo, o azeite, o suor.
Deixa que os olhos cantem, que as lagrimas escorram, que os dentes batam...
Beije.
E no encontro de bocas ressequidas, a sede se sacia.
No aperto interno,intimo, intenso,
o encontro das almas é arte-finalizado.
No contorno dos dois, encontra-se um.
Só um coração batendo.
Palpitando...
Silencio... deixa o coração bater.
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