Sobe na ponta do pé.
Mesmo no risco de cair e diante da possibilidade de errar. Sobe na ponta do pé.
E em cada passo, em cada ponta, os rodopios dos dias lhe farão calejar a alma e a alma cansada de tanta dança, deitará e dormirá em paz.
E no: cinco... seis... sete...oito... da dança da vida, os membros cansados finalmente se encontrarão, se entrelaçarão, se acompanharão.
E nos braços dados dos bailarinos os pares mostrarão que sozinho é chato dançar, e por mais que difícil seja a sincronia de ser realizada, é bem mais gostoso olhar pro lado e ter amigos te acompanhando na dança. Amigos que são Joãos, são Paulos, são Bertines...
E em cada tropeço que o tempo nos permitir cair, em cada de tempo de silencio, de descanso, de pausa, em cada necessidade de parar de dançar, a alma prova que a dança continua. No sorriso, no olhar, nas palavras, no amor. A vida está nos tirando pra dançar...só nos resta aceitar.
Texto para meu amigo João Paulo Bertine, que sempre faz meu coração dançar!
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